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Arte que nos Toca atinge cerca de 25 mil pessoas no País


Cesar Cliquet - Crédito Rafael Cavalli

A intensa programação nesses últimos três meses do projeto Arte que nos Toca, desenvolvido pelo grupo canelense Daiene Cliquet Artes, já atingiu cerca de 25 mil pessoas. Mesmo com a necessidade de adaptações em função da pandemia do coronavírus, o projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc Estadual ofereceu atividades de forma presencial e, também, pela internet. As ações iniciaram em fevereiro.

O projeto cumpriu seu objetivo em descentralizar ações culturais e levar representatividade para cinco cidades da Região das Hortênsias. As atividades se encerram nesta quinta-feira, dia 15, exibindo documentário com depoimentos de destaques desta edição do bonequeiro André Guedes e as mestras criadoras do lambe-lambe, Denise dos Santos e Ismine Lima. Após a exibição da 4ª Mostra de Teatro Lambe-Lambe, haverá uma live de conversas criativas com alguns dos 50 artistas que participaram do projeto, um momento de trocas de experiências e expectativas para a arte bonequeira nestes tempos de pandemia.


Um projeto descentralizado e com representatividade

Com atuação nas áreas de artesanato e teatro de bonecos há, pelo menos, 10 anos, a intenção dos proponentes Cesar e Daiene Cliquet foi a de envolver comunidades descentralizadas com ações culturais e trazer a representatividade nos espetáculos. A iniciativa teve dois importantes personagens, a Irú, uma boneca negra, e o Klaus, um boneco cadeirante. “A arte bonequeira e o trabalho com artesanato sempre nos encantou, e víamos pouca ou nenhuma representatividade etnicamente falando quanto aos bonecos, então, em nossos espetáculos procuramos fazer o que achamos ser o normal, trabalhar com a diversidade de cores, e característica brasileira”, explica Daiene.

No início, o grupo utilizava como apresentadora dos espetáculos do Daiene Cliquet Artes a boneca loira chamada Anelise. “Decidimos criar uma irmãzinha para ela, a Irú, que na língua nativa africana representa amável, na prática é nossa terceira boneca afrodescendente, muito embora como artesanato sempre vendemos várias, faz parte naturalmente do nosso dia a dia”, revela a artesã.

Cesar aponta que quando desenvolveram o projeto Arte que nos Toca, o principal requisito a ser seguido pelo grupo era tornar a iniciativa inclusiva. Com isso, Daiene criou o cadeirante Klaus, seu nome em alemão significa vitorioso. “Consideramos eles como perfeitos apresentadores, dois fofos bonecos dando representatividade de forma natural e divertida, para uma parcela da população, muitas vezes, carente de representatividade. Afinal a sociedade é composta pela diversidade, e assim devem ser os bonecos”, resume Cesar.

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